Papo Aberto com André Alves: Motivações e Desafios

Foto com André Alves, homem negro com cabelos e barba grisalhas, de óculos, braços cruzados e camisa social jeans. Ao lado do texto sobre o blog.

Categoria(s): entrevistas | Para Empresas

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Escrito por:Tamires Menezes

Copywriter da Empodera- Mulher negra, publicitária com MBA em Big Data e Inteligência de Marketing. Possui mais de 05 anos de experiência em marketing digital, pautada na publicidade contraintuitiva- ferramenta de enfretamento e problematização de estereótipos e preconceitos sociais recorrentes nos circuitos midiáticos brasileiros.

5 ago, 2022

André Alves, Head de Operações e Especialista em Recrutamento e Seleção com Diversidade da Empodera é o convidado da coluna Papo Aberto deste mês. Ele compartilhou, em um bate-papo, momentos da sua trajetória na empresa. Durante as próximas sextas-feiras, iremos soltar partes da entrevista feita com ele. Boa leitura! 

 

 Em primeiro lugar, André, fale um pouquinho de você para nossa comunidade te conhecer. 

Meu nome é André Alves, sou carioca da gema, professor de educação física, faixa preta 1º Dan no Judô, faixa marrom no Jiu-jitsu e profissional de logística com aproximadamente 20 anos de mercado. E fazer parte do que é a Empodera hoje, me traz muita lembrança das vivências que eu tive lá atrás.  

Em 1996, criei um projeto comunitário onde eu dava aula de judô para jovens de classes minoritárias, crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Além das aulas, eu tinha que correr atrás de parcerias com empresas para conseguir insumos para o projeto, como judogi (kimono) para os atletas que estavam ali participando. Era um trabalho muito desafiador, não tinha como cobrar além da taxa de manutenção, mas era muito gratificante. 

A verdade é que toda pessoa negra sonha um dia trabalhar com propósito, com alguma coisa que possa ajudar o próximo, onde ela possa desenvolver e devolver para sua comunidade. Óbvio que é muito difícil, e nem todo mundo consegue virar a chave, mas graças a Deus eu consegui virar a minha, mudando o ciclo de vida da minha família. Hoje meus filhos são privilegiados, porque eles podem fazer coisas que eu não podia antes de virar essa chave. 

Esse sou eu, um pedaço da minha trajetória, e vocês vão me conhecer um pouquinho mais e o que eu fiz ao longo desses seis anos aqui na Empodera. 

 

Qual a sua história com a Empodera?   

Eu passei por algumas empresas grandes na minha trajetória, e umas pequenas também, e na maioria delas fui líder. Tive muitas pessoas abaixo de mim, muitas pessoas trabalhando comigo, na minha equipe, e sempre tive isso de ensinar, porque a única coisa que você consegue levar no decorrer da sua vida é o que você aprende e se você mantém aquilo ali preso contigo, só está sendo egoísta. Então o mais correto é dividir seu conhecimento com as pessoas, e eu sempre gostei muito disso. 

Em 2016, em um momento da minha vida que eu estava passando por uma transição, Leizer tocou no assunto do projeto que ele estava iniciando e me fez a proposta de trabalharmos junto, coisa que a gente nunca tinha feito nesses 37 anos de amizade. E agora são seis anos desenvolvendo grandes projetos na Empodera. Um casamento que até hoje deu bastante certo. 

Esse projeto fazia muito sentido para mim, pela minha história de vida e trajetória profissional. Por isso, comecei a me especializar e me preparar né?! Aumentar minha expertise em desenvolver pessoas.  

Como trabalhei muito anos com clipping eletrônico, enxergamos que poderia ser de grande utilidade eu assumir a coordenação de pesquisa e desenvolvimento da Empodera. E foi isso que fizemos no começo, mas foram surgindo outras demandas que eu assumi por não termos gente para fazer… Com o passar do tempo, a empresa estava praticamente dividida em duas partes: comercial e operação (todos os outros setores estavam inseridos em operação e eu estava tocando todos ao mesmo tempo).  

A Ambev foi nosso primeiro case. Trabalhávamos com success fee (taxa de sucesso), recrutando e desenvolvendo pessoas para enviar os melhores para participar de uma etapa do processo seletivo deles. 

Vimos ali que fazia muito sentido desenvolver pessoas e trabalhar com recrutamento. Então, em um determinado momento, começamos a desenhar o serviço de recrutamento de pessoas diversas, além de preparar esses talentos para o mercado de trabalho. Há uns três anos, acabei me tornando especialista em recrutamento e seleção de talentos diversos, que é o nosso carro-chefe atualmente. 

Aqui na Empodera eu tive a possibilidade de usar toda a minha trajetória somada ao meu aprofundamento no assunto, para orientar e desenvolver pessoas para o mercado de trabalho, para que elas pudessem alcançar seus objetivos e, principalmente, seus sonhos grandes.  

Eu amo fazer o que eu faço e estar na Empodera é poder trabalhar com propósito. Isso faz muita diferença né?! É aquela questão que eu toquei no assunto na pergunta anterior, que é poder devolver um pouquinho para sociedade aquilo que eu consegui conquistar. 

 

Qual foi o momento mais desafiador na sua jornada na Empodera? 

Aqui na Empodera já tive muitos momentos desafiantes, ainda mais com um modelo de negócio tão inovador e necessário na estrutura social que vivemos.  

Eu acho que o primeiro grande desafio foi aceitar uma mudança tão radical, saindo de grandes empresas para vir para uma startup sem saber como funcionava uma. Foi na prática que pude entender melhor o funcionamento da coisa né?! Entender o que era, como era e como se trabalhava numa. E no início, você acaba sendo mil e uma utilidades, porque você tem que fazer de tudo. 

Os desafios seguintes posso dizer que foram assumir algumas responsabilidades que nunca precisei assumir no decorrer da minha carreira. Em várias empresas que passei, eu recebia candidatos para fazer a entrevista final e dizer quem seria contratado ou não. Agora, fazer um processo seletivo fim a fim e desenvolver um serviço online de sensibilização para gestores, por exemplo, foram novidades que eu tive o prazer de encarar.  

Eu sempre trabalhei com a parte operacional, mas sempre a parte mecânica dessa área. Hoje, a operação na Empodera ainda é muito mecânica, temos um monte de processos e todos os fluxos desenhados, mas passar por novas áreas e administrar setores que eu nunca vi também foram desafiantes. 

E, ao longo desses seis anos, foram surgindo novas possibilidades e eu não deixei nenhuma delas passarem. Eu as agarrei mesmo sendo desafiadoras, mesmo com pouco tempo e mesmo com muito trabalho para fazer… Eu sempre fui olhando aquilo que mais fazia sentido para cada momento. 

O maior desafio de todos era fazer na Empodera o que existe hoje: conseguir montar equipes alinhadas com o propósito da empresa. Eu posso dizer que todos os desafios que eu tive lá atrás, eu consegui solucionar até mesmo o maior deles. Hoje temos equipes estruturadas, com pessoas talentosas, que entendem e acreditam no que a gente faz. 

E ainda vão surgir muitos outros desafios, mas a gente está com bala na agulha para poder encarar todos de frente: defini-los, projetá-los, prepará-los e resolvê-los da melhor maneira possível. 

 

Gostou da matéria? Fique ligado que na próxima sexta-feira, André Alves falará se a pandemia desacelerou políticas de inclusão de grupos minorizados ou potencializou essas ações de DE&I. 

Quer saber mais como a Empodera pode te ajudar a acelerar a jornada de mudança para Cultura inclusiva da sua empresa? Preencha o formulário abaixo. 

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